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Autor Tópico: Governo português decide pelo uso do ODF na administração pública.  (Lida 673 vezes)
Ioca100
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« em: 21 de Novembro de 2012, 16:17 »

"O governo português publicou uma lista de padrões abertos que devem ser usados pelos órgãos públicos, como parte de uma reforma de TI que busca economizar 500 milhões de euros por ano. Órgãos que considerem impossível a adequação precisam notificar o equivalente à Casa Civil de lá, que irá verificar a situação.
Além do ODF, a lista inclui ainda PDF, XML, XMPP, IMAP, SMTP, CALDAV e LDAP. A opção pelo ODF exclui o OOXML, da Microsoft (tecnicamente também um padrão aberto), mas não se estende à definição de qual aplicativo deverá ser usado para criar e visualizar os documentos."


Fonte: Texto transcrito deste site/sítio.
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adiaswin
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« Responder #1 em: 21 de Novembro de 2012, 16:34 »

"O governo português publicou uma lista de padrões abertos que devem ser usados pelos órgãos públicos, como parte de uma reforma de TI que busca economizar 500 milhões de euros por ano. Órgãos que considerem impossível a adequação precisam notificar o equivalente à Casa Civil de lá, que irá verificar a situação.
Além do ODF, a lista inclui ainda PDF, XML, XMPP, IMAP, SMTP, CALDAV e LDAP. A opção pelo ODF exclui o OOXML, da Microsoft (tecnicamente também um padrão aberto), mas não se estende à definição de qual aplicativo deverá ser usado para criar e visualizar os documentos."


Fonte: Texto transcrito deste site/sítio.
agora so falta o governo brasileiro. Sem Graça
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caros amigos estamos aqui hoje para pregar as tripas do windows no mastro

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haereticus
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« Responder #2 em: 21 de Novembro de 2012, 17:37 »

A receita federal praticamente está toda assim.

Já Junta, Sefaz e Prefeitura tá uma tristeza.
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procopiogomes
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« Responder #3 em: 22 de Novembro de 2012, 15:48 »

 Não sei porque instituições públicas são muitas vezes tão resistentes ao Software livre. Há alguma explicação técnica?
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haereticus
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« Responder #4 em: 22 de Novembro de 2012, 15:58 »

Não sei porque instituições públicas são muitas vezes tão resistentes ao Software livre. Há alguma explicação técnica?

Problema é que muitos destes softwares tem que haver incentivos, palestras e etc. Os desenvolvedores de programas públicos mal conseguem fazer um sistema que preste para o windows, vide o programa conectividade social da Caixa que dá muito problema.

Sou contador e é ruim demais os programas, maioria funciona pessimamente no windows XP, no windows 7 maioria não roda.

A receita deu um grande salto passando a fornecer alguns programas em Java multi-plataforma.

Além do mais maioria deste pessoal que entra numa licitação para desenvolver um software para as esferas públicas, fazem questão de empurrar qualquer lixo de software desenvolvido e embolsam o restante do dinheiro.

Conectividade social, SEF I, Perdcomp são um dos milhares de sistemas lixos públicos.
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procopiogomes
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« Responder #5 em: 16 de Dezembro de 2012, 22:07 »

  Já ouvi muita gente comentar e minha percepção acaba confirmando estes boatos de que rola muiiito isso de produzir software de péssima qualidade para o setor público apenas pretendendo embolsar uma grana...
 
   Outro elemento que me incomoda pra caramba, é que a população de maneira geral não está acostumada a olhar para o que a cerca e não busca, atavés de um pensamento minimamente crítico, pensar sobre essas coisas tão triviais, por exemplo, os computadores que estão ai no nosso dia-a-dia e pouco dedicamos para pensar nossa relação com este suporte. Suponho, por exemplo, que se ouvesse um interesse mais sincero da esfera pública pelo software livre de maneira geral, uma série de problemas estruturais e financeiros poderiam ser contornados, e arrisco dizer até que isso colaboraria para uma melhora de uma série de questões sociais (como uma prestação de serviço mais eficiente e transparente). Porém, duvido muito que sem um mínimo de pressão da população, medidas mais eficientes possam ser tomadas,  que no caso aqui seria o uso do software livre.
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Sergio Benjamim
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« Responder #6 em: 16 de Dezembro de 2012, 22:30 »

  Já ouvi muita gente comentar e minha percepção acaba confirmando estes boatos de que rola muiiito isso de produzir software de péssima qualidade para o setor público apenas pretendendo embolsar uma grana...
 
   Outro elemento que me incomoda pra caramba, é que a população de maneira geral não está acostumada a olhar para o que a cerca e não busca, atavés de um pensamento minimamente crítico, pensar sobre essas coisas tão triviais, por exemplo, os computadores que estão ai no nosso dia-a-dia e pouco dedicamos para pensar nossa relação com este suporte. Suponho, por exemplo, que se ouvesse um interesse mais sincero da esfera pública pelo software livre de maneira geral, uma série de problemas estruturais e financeiros poderiam ser contornados, e arrisco dizer até que isso colaboraria para uma melhora de uma série de questões sociais (como uma prestação de serviço mais eficiente e transparente). Porém, duvido muito que sem um mínimo de pressão da população, medidas mais eficientes possam ser tomadas,  que no caso aqui seria o uso do software livre.

Hoje em dia, é difícil o pessoal ter uma visão crítica das coisas. O pessoal que saber de facebook e corinthians campeão.

Software livre é a solução para independência tecnológica, balança comercial favorável, transparência, segurança, criação de postos de trabalho e muitas outras coisas. Pena que ninguém vê isso. Preferem comprar solução pronta e caixa fechada que é os software proprietários (q em geral são americanos, perdemos uma fortuna para eles).

Se alguém tem que correr atrás, somos nós! Temos que nos movimentar e interagir mais, incentivar e mobilizar a sociedade à adotar formatos, protocolos e softwares livres, mostrar para eles que depender por vezes de uma única empresa pode ser totalmente nocivo, tanto por questões de inibição de concorrência nacional, como questões de soberania nacional (ninguém sabe como funciona por dentro softwares e formatos proprietários, quem garante que não há informação sendo passada para governos de outros países e concorrentes internacionais da área de TI?).

Em relação ao tema central deste tópico, é ótimo ver órgãos públicos adotando o ODF. Imagina uma Universidade, do porte da USP, Unicamp ou Unesp, desenvolvendo tecnologia de ponta, e salvando seus documentos em formatos proprietários. Como saber que o software usado em questão, que também é proprietário, não está enviando informações sigilosas para fora? E outra questão é em relação a abertura desses arquivos futuramente, será viável abrir esses documentos daqui à 10, 20 ou 30 anos? Temos bons exemplos de formatos que após 10 ou 15 anos, são impossíveis de se abrirem, como o Carta Certa, ou os documentos gerados por versões antigas do M$ Office.
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« Responder #7 em: 16 de Dezembro de 2012, 22:33 »

É uma solução inteligente. Pena que ainda muitos governos tem pernas amarradas com algumas "empresas", o que dificulta a popularização desse formato.
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« Responder #8 em: 16 de Dezembro de 2012, 22:55 »

ODF é um negócio fantástico, foi um padrão muito bem pensado e demorou anos de desenvolvimento, e é bem documentado. Vcs sabiam que se vcs renomearem os seus documentos de .odt ou .ods para .zip, e tentar abrir ele, terá fácil acesso à todas informações e formatações do seu documento?

Como contra ponto de padrão verdadeiro nós temos o OOXML (ou OpenXML, que de open não tem nada), que foi feito nas coxas, de qualquer jeito, e foi empurrado goela abaixo na ISO. Procurem pelo blog do Jomar Silva (homem-bit), lá ele explica o que ocorreu por trás dos bastidores da aprovação o OOXML. A M$, que se viu ameaçada pela adoção do ODF pela ISO e vários outros países, criou esse padrão, que é concorrente direto ao ODF. Um detalhe importante: na ISO, não se justifica ter dois padrões que realizam a mesma coisa, a menos q o novo padrão cubra uma deficiência do antigo. Houve promessas de que o OOXML cobriria o legado deixado pela M$ com os documentos em formatos binários (os famosos .doc, .xls, .ppt e etc), mas no final o que houve foi um rolo compressor que passou por cima de tudo na ISO, e o "padrão" passou. Não precisa falar mais nada né?
O pior que já passou 5 anos, e não há suíte de escritório que trabalhe com esse tipo de formato, pois os docx, xlsx e pptx da M$ não seguem à risca o padrão OOXML (é uma versão modificada dele).
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« Responder #9 em: 18 de Dezembro de 2012, 14:08 »

Sem papo tecnológico, isso sim deveria ser obrigatório (uso do SL nas repartições públicas com o cautela com nosso dinheiro) e não o voto em qualquer país.

Quem sabe ainda viva para ver isso, aqui.

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fatecano
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« Responder #10 em: 31 de Dezembro de 2012, 23:50 »

Alguns lugares no Brasil também usam o ODF como formato padrão.

Ex: Rio Grande do Sul e Paraná.

Mas uma coisa que realmente me deixa intrigado é que os professores na universidade cobram relatórios sob as normas ISO / ABNT.

Só que quando temos de enviá-los por meios eletrônicos, eles esquecem que essas mesmas normas especificam o ODF como padrão.

Ainda não sei como funcionam os relatórios técnicos que orgãos como CETESB e IPT fazem, mas imagino que eles usam as normas ISO / ABNT, porém, sem salvar no formato ODF.

Uma dúvida que tenho é a seguinte:

Citar
Supondo que uma empresa esteja implementando uma certificação ISO, é obrigatório ou pelo o menos desejável que ela armazene e distribua arquivos sobre esse formato?

Ou isso não influencia em nada?
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