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Autor Tópico: Cresce a quantidade de pessoas que escrevem errado publicamente  (Lida 9169 vezes)
arqueiro
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« em: 26 de Maio de 2008, 11:26 »

Pessoal, segue abaixo matéria que considero da maior importância para todos nós.  Foi retirado do site www.ofluminense.com.br.


    
      
Cidades    
Publicado em 25/05/2008    

Cresce a quantidade de pessoas que escrevem errado publicamente
 
Para quem sabe escrever, chega a doer na vista acentuação colocada de forma errônea em grandes placas       

Está aberta uma nova era da língua portuguesa. Em uma tendência cada vez mais crescente, as regras gramaticais vêm sendo distorcidas segundo os critérios e o conforto de cada usuário. Erros antes grosseiros parece que passaram a ser toleráveis em meio à correria do dia-a-dia. Agora, nem mais aqueles que querem atrair o interesse e a fidelidade do público se importam em dar o bom exemplo.

"Artezanato" e "alizamento", com a letra "z" em vez de "s", viraram erros freqüentes entre seus próprios realizadores. Lava-jato, e não "lava a jato", seria o mesmo que limpar com água um determinado modelo de avião. A expressão "entregas a domicílio" é vista muitas vezes potencializada com o acento grave, indicativo da crase (junção da preposição "a" com o artigo "a" que antecede um substantivo feminino).

"Quem entrega, entrega algo a alguém em algum lugar, portanto, no domicílio de outra pessoa", diz Paulo Mauricio Moura, professor de Português para estrangeiros em um curso particular de Icaraí e um dos defensores, portanto, da expressão "em domicílio".

"As pessoas têm tanto medo de errar por não colocar a crase, que acabam colocando o acento grave em tudo, por falta de conhecimento mesmo", acredita Patrícia Santos Quintão, licenciada em Letras pela Universidade Estácio de Sá.

Apesar de reconhecerem que anúncios escritos com erros de português são ruins para a imagem de um estabelecimento comercial, Paulo e Patrícia admitem que a freqüência e o consumo nesses locais não são abalados apenas por essas incorreções. Eles próprios confessam que fazem "vista grossa" ao problema quando necessário.

Em paralelo às incorreções não propositais, reina também o linguajar dos internautas. Para acompanhar a velocidade da informação digital pela rede internacional de computadores, seus usuários abreviam palavras e até expressões inteiras com um critério próprio.

Entretanto, em uma página de relacionamentos da própria internet, há quem abomine a nova tendência. No Orkut, a comunidade "Eu OdEiU GeNTi ki IsKreVi AxIM" possui nada menos do que 190.828 membros brasileiros. "Escrevo assim porque acho legal, diferente", admite o estudante Thiago Mendonça, de 19 anos.
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virtualhjs
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« Responder #1 em: 26 de Maio de 2008, 13:48 »

O problema não é com as pessoas, é com a língua. O idioma é que deve se ajustar ao usuário, e não o contrário. O idioma é uma ferramenta que deve ser aperfeiçoada para servir cada vez melhor. Porém, há o time do contra, a gangue da Academia Brasileira de Letras (só no Brasil há um troço desse), com suas regras convencionais que mais atrapalham que ajudam. Afinal, que utilidade tem o Z se já há o S para lhe roubar o som e ficar com dois tipos de sons? As pessoas não desejam escrever errado, mas quando não sabem, se guiam pela lógica. Se já há uma letra com próprio, então aquela é que será usada, não outra que imita seu som. A língua portuguesa precisa de uma reforma mais profunda do que as que foram implementadas recentemente.
« Última modificação: 28 de Maio de 2008, 01:13 por virtualhjs » Registrado
yzarc
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uso pq é melhor!


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« Responder #2 em: 26 de Maio de 2008, 14:18 »

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O problema não é com as pessoas, é com a língua. O idioma é que deve se ajustar ao usuário, e não o contrário. O idioma é uma ferramenta que deve ser aperfeiçoada para servir cada vez melhor. Porém, há o time do contra, com suas regras convencionais que mais atrapalham que ajudam. Afinal, que utilidade tem o Z se já há o S para lhe roubar o som e ficar com dois tipos de sons? As pessoas não desejam escrever errado, mas quando não sabem, se guiam pela lógica. Se já há uma letra com próprio, então aquela é que será usada, não outra que imita seu som. A língua portuguesa precisa de uma reforma mais profunda do que as que foram implementadas recentemente.

concordo plenamente.  mais um exemplo:temos 4 tipos de porques, pra que isso, nao a mesma coisa???
sao regras e mais regras com duas ou mais execoes pra cada. toda regra deve ter tido uma razao no passado, mas niguem `e mais capaz de explicar.

ps. estou usando teclado padrao eng.  (minha desculpa favorita pra ausencia de acentuacao )
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; Linux is almost there!
IgorM0L
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Lokos está morto. Vamos ressucitá-lo?


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« Responder #3 em: 26 de Maio de 2008, 15:13 »

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O problema não é com as pessoas, é com a língua. O idioma é que deve se ajustar ao usuário, e não o contrário. O idioma é uma ferramenta que deve ser aperfeiçoada para servir cada vez melhor. Porém, há o time do contra, com suas regras convencionais que mais atrapalham que ajudam. Afinal, que utilidade tem o Z se já há o S para lhe roubar o som e ficar com dois tipos de sons? As pessoas não desejam escrever errado, mas quando não sabem, se guiam pela lógica. Se já há uma letra com próprio, então aquela é que será usada, não outra que imita seu som. A língua portuguesa precisa de uma reforma mais profunda do que as que foram implementadas recentemente.

concordo plenamente.  mais um exemplo:temos 4 tipos de porques, pra que isso, nao a mesma coisa???
sao regras e mais regras com duas ou mais execoes pra cada. toda regra deve ter tido uma razao no passado, mas niguem `e mais capaz de explicar.

ps. estou usando teclado padrao eng.  (minha desculpa favorita pra ausencia de acentuacao )

  Tirou as palavras e a desculpa - haha - de minha boca!
  Nao penso ser correto criticar alguem por escrever "errado", ora, o que eh escrever "errado"? A lingua foi criada para nos servir, servir povos, e se os povos resolverem mudar aos poucos certos padroes da linguagem, nao ha problema algum.
  A lingua portuguesa eh minha, sua, de todos nos que usamos ela.
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alexcosta67
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« Responder #4 em: 26 de Maio de 2008, 16:54 »

Normalmente quem confecciona a placa não é o dono do estabelecimento.

Se o dono do mesmo é semi analfabeto e contrata outro para fazer, já viu o estrago.

Alfaiataria aguia(agulha) de ouro.
Alfaiataria águia de ouro.
Esse é classico...rsrs.

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arqueiro
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« Responder #5 em: 28 de Maio de 2008, 14:49 »

Por certo, a língua é algo vivo que necessariamente evolui, mas se cada um for querer construir as suas próprias regras ficará extremamente difícil nos entendermos. 

Por que devemos escrever e falar corretamente?

1) a língua falada e escrita é a principal forma de expressão dos seres humanos.  Há ainda a arte e a linguagem corporal, porém a escrita e a fala são os principais.  Expressar-se é algo extremamente complexo, principalmente quando o assunto é subjetivo.  Nesta hora precisamos dominar a linguagem com perfeição, caso contrário, correremos o risco de não sermos compreendidos.

2) cada vez mais, saber falar e escrever bem são exigidos se quisermos arrumar um emprego de maior relevância.  As empresas, a cada dia, tornam-se mais exigentes.

3) se observamos bem, podemos ver que o desentendimento está aumentando em qualquer esfera do relacionamento. As crises são inúmeras.  A pessoa que deseja se entender com as outras só pode fazer isto se ela for clara e objetiva, e para isto, é necessário que ela domine a linguagem como ferramenta para expressar as suas idéias.   

O Linux é com certeza, um sistema de enorme importância no futuro, por esta razão, creio que este fórum será cada vez mais relevante.  Assim sendo, por razões óbvias, é muito importante que façamos um esforço para escrever corretamente.  Nem todos tivemos o mesmo acesso ao conhecimento, mas precisamos correr atrás do prejuízo.
É bem fácil configurar o Firefox para que este nos mostre palavras escritas erradamente.
« Última modificação: 28 de Maio de 2008, 15:47 por otavio cunha » Registrado

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kcnp
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« Responder #6 em: 28 de Maio de 2008, 22:01 »

Tem coisa que já devia ter saido do português padrão a séculos(na verdade já saiu mais a acadêmia brasileira de letras e os autores das gramáticas parece que não perceberam ainda).
Querem um exemplo? O bendito do pretérito mais que perfeito, simplesmente inútil.
Pra que 4 porques?
Pra que trema?

Esses sãos só alguns dos mortos-vivos do português.
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Intruder_A6
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« Responder #7 em: 29 de Maio de 2008, 13:25 »

Até concordo que a língua tem que se adaptar a cultura popular, mas escrever "comcerto tacografo" é de lascar ( fizeram isso aqui em Candeias na Bahia ).
« Última modificação: 29 de Maio de 2008, 16:13 por Intruder_A6 » Registrado
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« Responder #8 em: 29 de Maio de 2008, 13:48 »

Os quatro "porques" são de matar mesmo, mas o resto tem seu sentido, a trema diferencia diferentes sons de "U" (para um não-falante do português acredito que ela deva ter bastante utilidade) e o pretérito mais-que-perfeito, as pessoas não o usam porque acham mais fácil referenciar um tempo passado pela segunda vez usando o "tinha" ao invés de usar o verbo, que no fundo é até mais complicado.

Sobre o assunto do tópico, eu não culparia apenas a língua portuguesa, mas também a falta de leitura do brasileiro. Nós não somos educados para gostarmos de ler, ou descobrirmos a leitura sobre diferentes assuntos, já na escola somos obrigados a ler livros com assuntos que, ou não tem a ver com a realidade que as crianças vivem, ou então não estimulam, não empolgam.

A maioria das crianças cresce com a idéia de que livros são chatos, e só lêem (ops, agora é leem! Sorridente) 1 ou 2 livros por ano, porque senão tirarão nota baixa no boletim, e depois de adultos a única leitura passa a ser o jornal, e geralmente a página policial, fofocas, horóscopo, etc.
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kakita
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« Responder #9 em: 29 de Maio de 2008, 13:57 »

aqui tem um "sneck bar"
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samuelbh
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« Responder #10 em: 29 de Maio de 2008, 14:26 »

Eu acho indispensável fazermos o melhor para escrever corretamente. Acredito que a língua deva evoluir, mas não acho bom que mude para pior.
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Piras
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« Responder #11 em: 07 de Junho de 2008, 20:51 »

Os quatro "porques" são de matar mesmo, mas o resto tem seu sentido, a trema diferencia diferentes sons de "U" (para um não-falante do português acredito que ela deva ter bastante utilidade) e o pretérito mais-que-perfeito, as pessoas não o usam porque acham mais fácil referenciar um tempo passado pela segunda vez usando o "tinha" ao invés de usar o verbo, que no fundo é até mais complicado.

Sobre o assunto do tópico, eu não culparia apenas a língua portuguesa, mas também a falta de leitura do brasileiro. Nós não somos educados para gostarmos de ler, ou descobrirmos a leitura sobre diferentes assuntos, já na escola somos obrigados a ler livros com assuntos que, ou não tem a ver com a realidade que as crianças vivem, ou então não estimulam, não empolgam.

A maioria das crianças cresce com a idéia de que livros são chatos, e só lêem (ops, agora é leem! Sorridente) 1 ou 2 livros por ano, porque senão tirarão nota baixa no boletim, e depois de adultos a única leitura passa a ser o jornal, e geralmente a página policial, fofocas, horóscopo, etc.

Quase todas as línguas são conservadoras. Este mito de que o Português é especialmente conservador não passa disto, de um mito. Vejam quanto o Inglês, o Francês ou o Espanhol mudaram de dois séculos para cá, quase nada! O problema é que se lê pouco demais no Brasil, o ensino é da mais baixa qualidade e mesmo a elite é extremamente inculta. Basta ler alguns jornais estrangeiros para perceber o quanto a linguagem quotidiana do cidadão de cultura média (para quem os jornais são escritos) é mais rica em países como Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha ou Chile do aqui. Comparado a jornais como Le Monde, El Pais, La Tercera ou The Guardian, a Folha de S. Paulo parece ser escrita por semi-analfabetos, tamanho é o número de erros e a pobreza da linguagem.

O brasileiro é permissivo mesmo, em relação a erros de Português e à ignorância em geral. Ele prefere culpar o idioma que estudar ou ler mais um pouco. O Polaco tem razão: nosso Português ruim é produto de um país onde se lê pouco e onde não se valoriza a cultura em geral.
« Última modificação: 08 de Junho de 2008, 23:19 por Piras » Registrado
jaiderazevedo
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« Responder #12 em: 07 de Junho de 2008, 21:03 »

Eu concordo com todos. Contudo, escrever "mais" no lugar do advérbio "mas" também é de lascar. Creio que não há necessidade de se escrever em uma linguagem literária, no entanto, saber empregar as várias classes gramaticais de uma lingua é o básico. Isso se refere a qualquer lingua, do contrário ficaremos parecendo índios falando. E, cá entre nós, o que temos visto de erros escandalosos nos fóruns da vida, é de lascar mesmo. Abraços a todos.
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