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Autor Tópico: Tradução para línguas indígenas?  (Lida 187725 vezes)
Madrigal
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« em: 29 de Janeiro de 2008, 12:22 »

Minha questão não se refere ao português, mas tem a ver com línguas brasileiras.

Gostaria de saber se já existe alguma organização no sentido de traduzir o GNU/Linux e os programas mais usuais para as línguas indígenas.

No meu caso, pretendo futuramente me dedicar à tradução para a língua Iatê, da nação Fulniô de Pernambuco.
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samuelbh
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« Responder #1 em: 29 de Janeiro de 2008, 15:31 »

Eu sinceramente acho isso difícil. Como seria possível traduzir software e hardware para linguagem indigena? Acho que na época deles isso não existia...rsrs
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samuelbh
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« Responder #2 em: 29 de Janeiro de 2008, 15:36 »

Por isso não é viável.
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joao_as
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« Responder #3 em: 29 de Janeiro de 2008, 15:48 »

e como se traduz hardware e software para português?
eu entendo o que é hardware e software em inglês mesmo, nesse caso não precisa de tradução
assim como não temos "rato" no Brasil, só o mouse
acho que nem tudo é preciso traduzir e outras palavras vão sendo criadas/adaptadas
acho totalmente viável uma tradução, independente da língua/cultura/religião/idade...


Eu sinceramente acho isso difícil. Como seria possível traduzir software e hardware para linguagem indigena? Acho que na época deles isso não existia...rsrs
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Madrigal
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« Responder #4 em: 29 de Janeiro de 2008, 16:20 »

Eu sinceramente acho isso difícil. Como seria possível traduzir software e hardware para linguagem indigena? Acho que na época deles isso não existia...rsrs

Desculpe a sinceridade meu caro, mas isso foi uma pérola de ignorância.  Labios fechados

As nações indígenas, assim como qualquer nação no mundo, não ficaram mumificadas no tempo, os índios evoluem, como qualquer ser humano.
Nas comunidades em que já tem contato freqüente com o "mundo civilizado", e conseguiram manter a língua (no Brasil ainda temos 181 línguas indígenas vivas), a língua evolui acompanhando a evolução desta sociedade, criando-se novas palavras a partir de recursos diversos, entre outros, por extensão de significados e empréstimos lingüísticos. Uma boa gramática em qualquer língua pode lhe explicar isso com detalhes.

Procure se informar mais. Lingua

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samuelbh
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« Responder #5 em: 29 de Janeiro de 2008, 16:32 »

Eu sinceramente acho isso difícil. Como seria possível traduzir software e hardware para linguagem indigena? Acho que na época deles isso não existia...rsrs

Desculpe a sinceridade meu caro, mas isso foi uma pérola de ignorância.  Labios fechados

As nações indígenas, assim como qualquer nação no mundo, não ficaram mumificadas no tempo, os índios evoluem, como qualquer ser humano.
Nas comunidades em que já tem contato freqüente com o "mundo civilizado", e conseguiram manter a língua (no Brasil ainda temos 181 línguas indígenas vivas), a língua evolui acompanhando a evolução desta sociedade, criando-se novas palavras a partir de recursos diversos, entre outros, por extensão de significados e empréstimos lingüísticos. Uma boa gramática em qualquer língua pode lhe explicar isso com detalhes.

Procure se informar mais. Lingua



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agente100gelo
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@Ceará


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« Responder #6 em: 29 de Janeiro de 2008, 16:44 »

Eu sinceramente acho isso difícil. Como seria possível traduzir software e hardware para linguagem indigena? Acho que na época deles isso não existia...rsrs

Desculpe a sinceridade meu caro, mas isso foi uma pérola de ignorância.  Labios fechados

Por favor, vamos ter cuidado com atritos desnecessários. Soou muito desmerecedor o texto.
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Advogado e analista de sistema cearense.
Twitter: @glaydson
Madrigal
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« Responder #7 em: 29 de Janeiro de 2008, 17:02 »


Por favor, vamos ter cuidado com atritos desnecessários. Soou muito desmerecedor o texto.

Peço perdão caso tenha soado desmerecedor, mas minha intenção foi esclarecer, tanto é que pedi desculpas antes de rebater o comentário aparentemente preconceituoso do colega.

Voltemos ao tópico em si.
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felipeborges
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« Responder #8 em: 30 de Janeiro de 2008, 13:05 »

Seria trabalhoso, mais a idéia é muito boa. Por que não "incluir" os indígenas no mundo linux?
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Meu blog sobre GNU/Linux
Debian Lenny e Gentoo.
Madrigal
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« Responder #9 em: 30 de Janeiro de 2008, 18:37 »

Acho que o Linux é a única alternativa para eles, o Windows nunca será traduzido, creio eu.
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kiko_novaera
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« Responder #10 em: 30 de Janeiro de 2008, 19:03 »

  Isso é ótimo, acho que todo tem direito de ter acesso a conteúdos diversos, e sistema operacional vamos dizer que é o trêm e os trilhos para isso.
  Parabéns logo que a idéia do open source isso também o acesso a todos, por que a microsoft tem que traduzir algo e cobrar do governo ou do usuário muito dinheiro para isso sendo que é muito mais recompensador não a questão da grana e sim a acessibilidade à todos.
  Infelizmente ainda não tenho conhecimento diversos em Linux se não me juntava a você porque acho muito interressante, espero futuramente poder deparar com algo desse tipo para desenvolver, mas ainda estou no técnico de informática e lá creio que eles só ensinaram a não ser o básicão mesmo, creio até que na ETE eles só passam coisas plataforma windows, vou ter que me adaptar com isso.
 Volto a dizer Parabéns.
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Syph0s
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[syph0s@internet /]# chmod -R 777 /me


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« Responder #11 em: 30 de Janeiro de 2008, 19:33 »

se existe eu não sei, porém suponho que não existe, por motivos lógicos: a) o alvo é pequeno; b) como vc mesmo disse, existem mais de 180 idiomas indígenas, para incluir os índios teria que traduzir tbm para os outros 180 idiomas; c) uma tentativa de traduzir para idiomas indigenas me soa como "incluir os índios na sociedade moderna", então seria mais facil ensinar os índios a língua da sociedade moderna, é um paradoxo.

Esses tempos a UE criou um projeto de fazer uma constituição única para todos os países membros, aceitar seria deixar para trás toda a soberania do países para seguir em frente. O projeto não passou, nem vou fazer juizo de valor. O fato pode parecer desconexo mas para os índios serem incluídos de verdade deveriam deixar que toda sua cultura seja "fagocitada" pela vigente na maioria do país. Soa meio bruto, mas é a solução definitiva.

Dou força pela seu esforço.

Essa outra situação de criar palavras novas há 2 caminhos, e estão bem presentes aqui no fórum: fazer como os brasileiros ou como os portgueses. Importa o nome que não há uma tradução lógica e o que for traduzível se traduz, como os portuguese (rato, ficheiro, etc), ou faz como aqui no brasil (mouse, inicializar, etc).

Esses tempos falando com um brasileiro que mora no Japão, o cara disse que os idosos não conseguem ver mais TV. Fiquei curioso para saber o porquê. Depois da segunda guerra os japoneses importaram tantas palavras do inglês que os idosos hoje (nascidos antes da guerra) não entedem quase nada do que se fala. Vendo esses dias UFC, numa luta dum japonês o técnico do cara gritando: "erobos, erobos, erobos". Dai me liguei que era "elbows". Japonês não destingue r de l e virou "erobos".

Essa história não tem muito a ver com o assunto, mas mostra como uma cultura dominante vai se sobrepondo.
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Madrigal
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« Responder #12 em: 30 de Janeiro de 2008, 20:22 »

uma tentativa de traduzir para idiomas indígenas me soa como "incluir os índios na sociedade moderna", então seria mais fácil ensinar os índios a língua da sociedade moderna, é um paradoxo.



Isso tem a ver com o que eu disse, os índios também evoluem no tempo, hoje em dia índio não é sinônimo de povo primitivo, como está na página http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=306&textCode=1237&date=currentDate :

Citar
Os índios Fulniô têm convívio diário com os não-índios, são todos bilíngües, se vestem como os brancos, mas não perderam sua identidade. São os únicos indígenas do Nordeste brasileiro que mantêm viva a sua língua nativa a Yaathe (ou Yathê).

Uma observação, há um erro de informação nesta página, a língua iatê já tem escrita, inclusive dicionário bilíngüe Iatê-Português.

O meu interesse se deve pelo fato de eu ter me relacionado com um índio desta nação, fazer com que a informática também fale a língua dele, será um auxílio para que a língua não perca o sentido para os jovens, já integrados à sociedade moderna, e que não têm outra opção a não ser usar o português por falta de programas em sua língua.

Essa luta é a semelhante ao que ocorre na Europa em relação às línguas minoritárias, como o catalão, basco, provençal e outras.

Veja que interessante, tirado da página acima:

Citar
O uso do cocar, pintura corporal ou adereços não são marcas dos Fulni-ô. Para eles a origem do índio é a sua linguagem, por isso conseguiram mantê-la viva até hoje.

Para quem ainda associa índio a primitivo, seria bom assistir o vídeo que se encontra nesta página: http://www2.uol.com.br/JC/sites/indios/index.html
« Última modificação: 26 de Janeiro de 2009, 23:42 por Madrigal » Registrado
mrbin
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preto, branco e vermelho. tradição dos paulistas.


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« Responder #13 em: 04 de Fevereiro de 2008, 19:26 »

É incrível como existe ignorância e preconceito contra os povos nativos do nosso continente. Esses povos vivem de maneira muito mais sustentável e inteligente do que a nossa sociedade, voraz consumidora de energia e recursos naturais. Não subestimem a inteligência e a força da cultura desses povos. Um dia poderemos ter neles um exemplo de avanço e inteligência.

Agora, aos que acham que "moderno" é deixar o pc ligado o dia todo fazendo download enquanto assiste TV, tomar banho fervendo de meia hora, deixar a luz acesa mais do que o necessário, além de não dar a mínima pro destino do lixo que produz, é hora de rever seus conceitos.
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Madrigal
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« Responder #14 em: 07 de Fevereiro de 2008, 10:58 »

É isso aí mrbin, falou bem, só não se pode deixar de citar que nem todos os povos indígenas ainda estão nessa harmonia, como já ouvi um pajé reclamar, os jovens (índios) de  hoje só querem saber de tênis de marca... ou seja, essa tal harmonia não existe mais para a maioria dos povos indígenas. Os próprios fulni-ô vivem praticamente na cidade (Águas Belas, PE), é o último povo do nordeste que ainda conserva a sua língua, devido à concepção deles de que a língua faz parte da alma daquele povo.

Voltando ao tópico, encontrei um grupo que está reensinando aos índios a língua perdida, o Tupi, creio que poderei contribuir para o desenvolvimento da inclusão digital na língua deles. Piscada
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