Parece me que há uma confusão entre a filosofia do software livre em si - esta sim admirável -, com o que é o projeto ubuntu: Apenas mais uma distro, guiada por uma empresa, que investe para futuramente ter retorno finaceiro.
Eu nao entendo porque as pessoas acham que nao se deve ganhar dinheiro com Linux...a GPL possibilita a venda.
Lembremos que distribuir CD's de graça, posicionamentos pró-democratização da informática e o marketing social de uma forma geral, não passam de estratégias de... Marketing. Até ir ao espaço - além do provável prazer pessoal do Mark - agregou mais atributos para exposição na mídia da marca "Ubuntu" e do linux em geral. Ótimo.
Eu nao acredito que o Mark esteja fazendo marketing...mas, e se tiver fazendo, qual seria o problema? Esta dando certo. Pelo menos eh uma proposta mais limpa do que do Bill Gates.
Ambos podem conviver (empresas e comunidades) no ambiente de software livre, com ganhos mútuos, e isso é legítimo. Só não me parece fazer muito sentido o enaltecimento de estratégias empresariais.
A comunidade ganha tecnologia. A nossa comunidade eh de tecnologia nao de Administracao. A Canonical nao precisa expor suas estrategias de mercado, qual seria o beneficio disto?
Lembremos que distros vem e vão. A Canonical apostou numa estratégia ousada, com pesados investimentos finaceiros, que talvez não dê certo. O ubuntu é apenas mais uma distro e pode um dia acabar. A fillosofia do software livre permanece.
Talvez sim, talvez nao. Distros sem investimento financeiro vem e vao. Claro que o Ubuntu pode acabar, mas se for ter esta linha de pensamento, se a red hat e novell estao a tanto tempo no mercado, a Canonical pode se firmar tambem.