Acho que depois de toda a evolução do Linux ja tá na hora de enxugar um pouco o número de distribuições. Era melhor que todos se concentrassem mais em padronização, softwares e suporte à hardware. A cada nova distribuição é um grupo a menos seguindo os mesmos passo que outros estão seguindo. Se for ver bem, salvo alguma exceções de distros com finalidades mais específicas, esse monte de distribuições não acrescenta nada, só repetem o que outra já faz mas com uma customização um pouquinho diferente pra agradar pessoas um pouquinho diferentes.
Penso isso pro Linux no Brasil e no Mundo. Espero que o sucesso do Ubuntu e da Linux Foundation ajudem a diminuir a "profusão" de distribuições sabor "limão mais ou menos azedo, mais pra menos que pra mais, com leve toque de lima limão".
Chegando no tópico agora. Eu respeito bastante o Kurumin, acho que é quase uma distro unânime para os primeiros passos, pelo menos no Brasil. Inclusive foi o primeiro que eu usei de verdade. Tem toda a facilidade dos scripts e é adaptada aos padrões da informática brasileira como um todo. Mas é claro, com o tempo de uso todo mundo tende a deixar o Kuruma por uma distro mais enxuta, profissonal e com maior suporte. Acho que se o kurumin fosse mais profissional (no mínimo tinha que ter um site só pra ele), e não ficasse rendendo tantos derivados poderiamos ter uma distribuição de ponta brasileiríssima.
Mas no fim das contas, não acredito nesse tipo de patriotismo, principalmente com internet e mais ainda com software livre. O Ubuntu por exemplo, apesar de ter nascido na África do Sul ele é mundial.
Embora uma nova distribuição Linux nasça a cada semana muita distro sem foco ou qualidade vem morrendo também, mesmo que aos poucos. Como criar uma nova distro é, na maioria das vezes, uma forma de aprimoramento técnico pessoal, é um fato que não deixa de ter os seus mérito. Além disso, são as distros mais jovens e menos "profissionais" as mais corajosas e ousadas na adoção de novas tecnologias, diante das quais distros mais maduras acabam hesitando demais.
Quanto ao "patriotismo" de criar ou usar uma distro nacional, penso que ele é ainda muito importante. Por mais globalizado que esteja o mundo, nós temos as nossas particularidades e, muitas vezes, só mesmo uma distro adaptada a nossa realidade pode atendê-las de modo satisfatório. Além disso, há muita distro "mundial" que de mundial mesmo só tem a pretensão. Europeus e americanos, que são muito globalizados da boca p'rá fora nunca deixam de favorecer as suas próprias empresas, inclusive as distribuições Linux. Pergunte qual é a distro mais utilizada pelas agências governamentais da França e eu responderei na lata: é aquela que comprou a maior distro brasileira, a Conectiva, que nunca teve de nossa parte e dos nossos "representantes" o reconhecimento e o apoio que ele merecia.